
Português
Amigos,
Georges Chetochine faleceu em Paris, na terça-feira (26/05).
Ele estava doente desde o início deste ano e a doença progrediu muito rapidamente.
Para mim isto é muito triste, porque o que realmente me ligava a Georges não era apenas a grande admiração que a sua inteligência e genialidade me inspiravam, mas o carinho que eu sempre vou sentir por ele.
Sua vocação, apesar do que ele dizia, não era para ganhar dinheiro, mas para entender as coisas, indo além da estupidez cotidiana, na qual todos nós caímos com freqüência.
Ele era capaz de entender tudo o que se passava, rever suas idéias quando considerava necessário e defender seus pontos de vista com inteligência e coragem.
O que ele havia escrito era sempre “uma m…”, porque o bom era o que estava preparando, pensando, tentando entender e explicar. Era impressionante como, para ele, toda hora era propícia para compreender melhor não apenas o consumo, mas especialmente os seres humanos e a vida.
Nunca guardou para si tudo o que pensava e sabia – sempre compartilhou com grande desprendimento. Curioso como uma criança, ele sempre estava lendo dois ou três livros ao mesmo tempo, nas mais diversas disciplinas. Entusiástico e honesto, não tinha problemas para iniciar a partir do zero quantas vezes fossem necessárias para fazer um bom trabalho.
Desafiava seus colaboradores a darem tudo que seu potencial permitia, os valorizava e respeitava e, mesmo que não parecesse, os ouvia com atenção e humildade.
Por tudo isso, foi obviamente, um grande professor para mim; mas, acima de tudo, um grande companheiro e amigo. Eu nunca pensei que iria tão cedo, de tão acostumado que estava à sua vitalidade e às suas constantes novas ideias, hipóteses, perguntas.
Eu me sinto muito feliz por ter compartilhado com ele muitas viagens, projetos e sonhos. E eu estou certo que todos que o conheceram sentem o mesmo
Marcelo Angeletti
Sócio-Diretor da Chetochine Consulting Group no Brasil.
Español
Amigos,
Les cuento que Georges falleció el martes en París.
Estaba enfermo desde principios de año y la enfermedad avanzó muy rápidamente.
Para mí es un hecho extremadamente triste, ya que lo que realmente me vinculaba a Georges era no era solamente la gran admiración que me inspiraban su inteligencia y su genialidad, sino el enorme afecto que siempre voy a sentir por él.
Su vocación, pese a lo que decía, no era hacer dinero, sino entender sobre las cosas, yendo más allá de la estupidez cotidiana, en la que todos caemos frecuentemente.
Era capaz de aprender de todo lo que le pasaba, rever sus ideas cuando lo creía necesario y defender sus puntos de vista con inteligencia y valentía.
Lo que ya había escrito era siempre “una m…”, porque lo bueno era lo que estaba preparando, pensando, tratando de entender y explicar.
Era increíble cómo cada ocasión le era propicia para comprender mejor no sólo el consumo, sino especialmente a los seres humanos y la vida.
Nunca guardaba para sí mismo todo lo que pensaba y sabía, siempre lo compartía con desprendimiento.
Curioso como un niño, siempre andaba leyendo dos o tres libros a la vez, sobre las más diversas disciplinas.
Entusiasta y honesto, no tenía problemas en empezar de cero cuantas veces fuera necesario para hacer un buen trabajo.
Desafiaba a sus colaboradores a dar todo lo que su potencial les permitía, los valorizaba y respetaba y aunque no siempre lo parecía, los escuchaba con atención y humildad.
Por todo eso fue para mí, obviamente, un gran maestro, pero por sobre todo un gran compañero y amigo.
Jamás pensé que se iría tan pronto, de tan acostumbrado que me tenía a su vitalidad y a aparecer constantemente con nuevas ideas, hipótesis, preguntas.
Me siento muy afortunado por haber compartido con él tantos viajes, proyectos e ilusiones.
Y estoy seguro de que todos los que lo conocieron sentirán lo mismo.
Marcelo Angeletti
Director de Chetochine Consulting Group en Brasil.